Nas artes cênicas, atuou em grandes espetáculos tais como: “O Círculo de Giz Caucasiano” de Bertold Brecht - “O Homem Imortal” de Luiz Alberto de Abreu – “Rei Lear e Comédia dos erros” de W. Shakespeare, entre outros. Participou de produções teatrais nas peças: “A Família Addms” de Cássia Barros e “O Presidente exige mais bonecos” de Kadu Pinheiro e renomados festivais de teatro como “Isnard Azevedo” em Florianópolis.

Fez grandes cenários para Cia de Dança “Jaime Arouxa” e curtas para cinema, entre eles: “Por dentro de uma gota d’água” de Felipe Bragança e Marina Meliande, onde fez cenografia com Clara Meliande e Gustavo Bragança; - “Crianças” de Pedro Modesto e “Um dia, Um Jardim” de Mônica Brito. Como design, fez um belíssimo troféu para premiação de melhores atores teatrais no ano de 2001.

09 agosto 2010

Em nome da Mentira!!!



EM NOME DA MENTIRA



Existem pessoas… e pessoas neste mundo. Algumas se destacam por suas qualidades, talentos diferenciados e outros atributos. Outras, por motivos bem distintos.

Hoje, eu — que há tempos já sabia — confirmei que uma certa pessoa conseguia se superar diante das demais... não por suas virtudes, mas por suas atitudes reprováveis e por suas mentiras. Uma pessoa sem o menor respeito pelos que estão à sua volta. Que se achava no direito de brincar com os sentimentos dos outros, inclusive de um ser que sequer consegue se defender.

Alguém que sempre fez uso de joguinhos, achando que todos estariam sob seu controle. E assim foi conduzindo a vida, conforme sua própria conveniência. Mas sempre aprendi que o ser humano se diferencia pelo caráter e pela dignidade. Não se trata de valores materiais, mas de conduta — de postura reta diante da sociedade, de saber valorizar cada pessoa com respeito e consideração.

Hoje, ao testemunhar mais uma atitude lamentável dessa pessoa, tomei a decisão mais correta e coerente que se poderia tomar diante de uma situação tão baixa.

Eu sei quem sou. Conheço meu caráter e a minha verdade. Vivi e vivenciei cada momento com base na realidade, na honestidade — pelo menos da minha parte. Nunca me deixei guiar por mentiras, ilusões ou disfarces enganosos, sem limites e sem escrúpulos.

Hoje, fui chamado de “sujo” e “podre”. Mas se eu não me conhecesse, se não soubesse de onde vim, de minhas raízes humildes — porém firmes em caráter — talvez essas

palavras me abalassem. Mas não. Ao contrário: me fortaleceram. Me mostraram que estou no caminho certo e seguro de tudo o que tenho feito. Já não reconheço quem me disse tais palavras. Para mim, essa pessoa passou por uma mutação — verbal e de personalidade. E, se há alguém sujo e podre nesta história, certamente não sou eu. E o mais curioso é que eu posso provar isso. Mas, por ter caráter, e por me considerar digno, escolhi não fazer isso.

Hoje, tomei uma das decisões mais corretas da minha vida: entreguei tudo nas mãos de Deus. E só por esse ato de confiança, Ele tem me dado todas as vitórias que preciso até aqui. E sei que terei tantas outras quanto Ele achar que mereço.

Nada temo. Tenho confiança nos meus atos, nas minhas palavras e pensamentos, nas atitudes e no meu proceder. Porque tenho ao meu lado alguém que, diante da minha confissão de fidelidade, olha por mim, é por mim. E creio que aquilo que meu coração mais deseja neste momento… Ele o fará.

Pleno e convicto de quem sou, posso dizer, com firmeza: sou limpo e reto em minha conduta. E tenho orgulho do meu caráter.
Trechos do livro “Em Nome da Mentira”



Um comentário:

  1. Difícil encontrar pessoas sinceras. Todos querem sinceridade do semelhante, mas não se lembram de serem honestos e íntegros. Ser verdadeiro não é ruim, mas é preciso saber sê-lo. É uma virtude muito exigida e pouco apreciada. Ser honesto é ser careta? Então eu prefiro ser assim.

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