Nas artes cênicas, atuou em grandes espetáculos tais como: “O Círculo de Giz Caucasiano” de Bertold Brecht - “O Homem Imortal” de Luiz Alberto de Abreu – “Rei Lear e Comédia dos erros” de W. Shakespeare, entre outros. Participou de produções teatrais nas peças: “A Família Addms” de Cássia Barros e “O Presidente exige mais bonecos” de Kadu Pinheiro e renomados festivais de teatro como “Isnard Azevedo” em Florianópolis.

Fez grandes cenários para Cia de Dança “Jaime Arouxa” e curtas para cinema, entre eles: “Por dentro de uma gota d’água” de Felipe Bragança e Marina Meliande, onde fez cenografia com Clara Meliande e Gustavo Bragança; - “Crianças” de Pedro Modesto e “Um dia, Um Jardim” de Mônica Brito. Como design, fez um belíssimo troféu para premiação de melhores atores teatrais no ano de 2001.

26 novembro 2010

A Última Fronteira do Tráfico!!!


Pela primeira vez na história do Rio de Janeiro houve uma junção entre os poderes que cuidam da ordem publica do Rio de Janeiro. Nunca houve um confronto dessa magnitude. Me lembro que na noite anterior aos ataques ouvi com suspeita as informações no jornal televisivo sobre as ações da policia. Me gerou descrença porque em todas as outras operações sempre aconteciam algo trágico, e esse trágico recaia sempre sobre pessoas que nada tinham a ver com os fatos, ou seja: “Os moradores do local”. Pela manhã no dia seguinte quando liguei a tv pude acompanhar o desenrolar de toda a operação e quando vi aqueles blindados da Marinha do Brasil, logo pensei: “É GUERRA”

e de verdade pela primeira vez acho eu que a população também entendeu que havia uma guerra aqui no Rio e que algo de ruim iria acontecer. Tive medo e receio de que tudo perdesse o controle e a coisa se descambasse para a catástrofe urbana. O tempo todo os Helicópteros de tvs mostravam uma quantidade de bandidos que nunca vi em minha vida e acredito que nem a policia tenha também visto um ajuntamento daquele porte. Assustei-me e só pensava no pior, porque vendo que queimavam carros e pneus em ruas estreitas, pensei logo no pior.

Casas pegando fogo, população desesperada enfim... Mas acompanhando atento o noticiário, vi quando um dos blindados afastou um caminhão em chamas e avançou em frente rumo ao seu objetivo. Dentro de mim houve uma força tão positiva que pra mim foi como se o Brasil fizesse um gol decisivo em Copa do Mundo. Era um misto de emoção e de convicção de que pela primeira vez na história eu ia presenciar uma vitória não expressiva, mas uma vitória convincente. Foi bárbaro vem que houve uma integração das policias, é isso que o povo quer e deseja, até o resultado final se torna mais positivo para as policias.

E ali naquela batalha do “BEM” contra o “MAL” não só eu mas creio que toda a população sentiu o sabor da vitória. Principalmente quem mora no local do conflito. Saber que o território que antes era do mal, agora estava sendo devolvido a seus legítimos donos. Quando vi aqueles tanques ultrapassando as barreiras impostas pelos traficantes, como vibrei, mas o que mais me incomodou e me surpreendeu foi ver a quantidade de bandidos em fuga... Que coisa. Daí vi a dimensão do que a policia estava enfrentando, e entendi que realmente teriam que seguir a estratégia que foi planejada. Pra quem assistia de casa, tudo parecia fácil, mas em terra a situação é outra. Só nos resta torcer pelo melhor, sabendo que sempre em um combate haverá baixas dos dois lados. Mas o importante é o que o Secretário de segurança diz:

“NÃO TEM VOLTA”. A bandidagem fugia para o Morro do Alemão mas como o Secretário diz: “ESSA É A ÚLTIMA FRONTEIRA DELES”.

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