Nas artes cênicas, atuou em grandes espetáculos tais como: “O Círculo de Giz Caucasiano” de Bertold Brecht - “O Homem Imortal” de Luiz Alberto de Abreu – “Rei Lear e Comédia dos erros” de W. Shakespeare, entre outros. Participou de produções teatrais nas peças: “A Família Addms” de Cássia Barros e “O Presidente exige mais bonecos” de Kadu Pinheiro e renomados festivais de teatro como “Isnard Azevedo” em Florianópolis.

Fez grandes cenários para Cia de Dança “Jaime Arouxa” e curtas para cinema, entre eles: “Por dentro de uma gota d’água” de Felipe Bragança e Marina Meliande, onde fez cenografia com Clara Meliande e Gustavo Bragança; - “Crianças” de Pedro Modesto e “Um dia, Um Jardim” de Mônica Brito. Como design, fez um belíssimo troféu para premiação de melhores atores teatrais no ano de 2001.

24 junho 2011

Prêmio Quadrienal de Praga.



O Brasil venceu dois dos mais concorridos prêmios da 12ª edição da Quadrienal de Praga, evento de cenografia de fundamental importância no globo, que acontece desde de o último dia 16 na capital da República Tcheca.

O país conquistou a Triga de Ouro por sua mostra nacional. Ela é composta por 24 trabalhos, como dois cenários feitos pelos artistas plásticos Osgemeos, além dos espetáculos "BR-3", do Teatro da Vertigem, "Memória da Cana", da Cia. Os Fofos e "Projeto Coleções", de Valéria Martins com participação da Cia Intrépida Trupe.

"BR-3", do Teatro da Vertigem, foi eleito a melhor produção teatral dos últimos cinco anos no mundo, pela maneira inovadora com que trabalha a intervenção urbana e o diálogo que estabelece com a cidade. "O trabalho ao mesmo tempo reúne e rompe com diversos 'Brasis'", diz Aby Cohen, curadora adjunta da seleção nacional da mostra.

O diretor Antonio Araújo conta que o prêmio foi inesperado. "Eu nem sequer fui à festa de premiação, onde foram anunciados os vencedores", fala. Segundo ele, depois do trauma da interrupção forçada da temporada do BR-3 em São Paulo, receber um prêmio dessa importância teve grande impacto. "Estou passado a ferro", diz.

A 12ª edição da Quadrienal evidenciou o desejo dos curadores de ampliar o conceito de cenografia. Para o curador geral da representação brasileira em Praga e presidente da Funarte, Antonio Grassi, a arquitetura cênica da atualidade precisa, no palco e fora dele, interagir com a ação performática e, em alguns casos, dar a ela novo sentido.

O Teatro Oficina criado por Lina Bo Bardi, que ganhou medalha de ouro na edição de 2007 da Quadrienal de Praga, retornou a esta importante festa servindo de ponto de partida para o complexo cultural e educacional Anhangabaú da Feliz Cidade, idealizado por Zé Celso.

"O projeto aponta novo caminho para a arquitetura por conceber o teatro estádio e a universidade antropófoga, ideias que são novas, e por ser uma rua, uma praça, um local de reunião aberto para a cidade", explicam os arquitetos João Batista Martinez Corrêa e Beatriz Pimenta Corrêa, respectivamente irmão e sobrinha do diretor.

"O conceito de cenografia está se expandindo. Hoje significa ambiente performático", define Sodja Lotker, diretora artística da Quadrennial de Praga.

Cohen enfatiza o papel importante que o Brasil desempenha na mostra desde o início. "Existe sempre uma expectativa em relação à participação, sendo o Brasil um lugar de referência para a Quadrienal e que inspirou sua criação há mais de 40 anos".

Para esta seleção deste ano, considerou uma produção representativa não apenas na área teatral. "Buscamos também uma mistura de linguagens, como teatral, visual, performance e linguagem cinematográfica", explica.

"Procuramos conexões entre diferentes artes e culturas", fala Sodja Lotker.

Figurinos ganharam uma exposição específica este ano, na qual o Brasil não foi premiado, apesar de ter sido o país com o maior número de trajes escolhidos. "Quisemos apresentar os mais inovadores materiais, mas também seu uso e significado no âmbito da performance", explica a curadora da mostra Rosane Muniz.

AGÊNCIA DE NOTICIAS JORNAL FLORIPA






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