Nas artes cênicas, atuou em grandes espetáculos tais como: “O Círculo de Giz Caucasiano” de Bertold Brecht - “O Homem Imortal” de Luiz Alberto de Abreu – “Rei Lear e Comédia dos erros” de W. Shakespeare, entre outros. Participou de produções teatrais nas peças: “A Família Addms” de Cássia Barros e “O Presidente exige mais bonecos” de Kadu Pinheiro e renomados festivais de teatro como “Isnard Azevedo” em Florianópolis.

Fez grandes cenários para Cia de Dança “Jaime Arouxa” e curtas para cinema, entre eles: “Por dentro de uma gota d’água” de Felipe Bragança e Marina Meliande, onde fez cenografia com Clara Meliande e Gustavo Bragança; - “Crianças” de Pedro Modesto e “Um dia, Um Jardim” de Mônica Brito. Como design, fez um belíssimo troféu para premiação de melhores atores teatrais no ano de 2001.

01 novembro 2011

Meu Futuro é Hoje, Agora!!!

MEU FUTURO É HOJE. AGORA.


Olhando para trás e lembrando-me saudoso do tempo em que fazia planos, percebo: foi tudo tão rápido, e num piscar de olhos, numa cochilada, aqui estou. Descobri da forma mais cruel que: Meu Futuro é Hoje. Agora.

De repente, me vi autor de minhas próprias palavras, e não ator das palavras alheias. Nem sei se posso dizer que é uma profissão, pois retorno só se for pelo prazer da obra realizada, mas a verdade é que me tornei autor da minha própria solidão. Ser o que sou, viver o que vivo, sentir o que sinto, escrever o que escrevo... somente meu universo mental pode entender a caligrafia que o coração expressa.

Cada história, cada narrativa, me leva a mundos imaginários, que acabo misturando a ficção com minha realidade. Meus escritos são assim mesmo: cada livro meu de ficção sempre leva um pouco da minha realidade. Hoje, trilho um caminho incerto e solitário. Tenho saudade, sim, nunca sinto saudade no plural, apenas saudade. Saudade dos palcos, dos amigos, dos sonhos que se passaram, das risadas, da inocência.

Que vontade de rir descompromissadamente — palavra comprida, mas que tem um significado bom —, mas confesso que não tenho muitos motivos para tanto riso. Meu futuro roubou partes dos meus sonhos que ainda estavam no passado presente.

Hoje me encontro aqui reclamando minha parte que não me permitiram ter ou conquistar. Minha luta é diária, sofrida e calada, mas quando se sabe realmente o que quer, não importa o trajeto, e sim a disposição que será dada na conquista do alvo focado. Me sinto cansado depois de tantas lutas para provar meu verdadeiro valor. Desci dos palcos, meu personagem se calou, a maquiagem foi removida, o figurino guardado. Somente a caneta me sobrou, e é com ela que vou expressando todo o sentimento que tenho guardado dentro de mim, é com ela que vou narrando em verdades minha história. História verídica. Meu personagem não fala mais, somente escreve, com erros ou não, será assim até o fim de meus dias.

Vou escrever o que sempre quis, vou falar da forma que achar que devo. Mas a minha vivência, essa não. Essa será narrada como realmente aconteceu. Todos se lembrarão desse meu personagem, não pelo que ele fez nos palcos, mas sim pelo que ele escreveu, e ainda vai escrever.

A minha realidade será mais um livro de ficção para você que leu ou vai ler, ou até apreciar meus escritos, porque digo e repito com convicção: Meu futuro é hoje. Agora. Não é amanhã como pensava. Nunca é depois como imaginei. Só me restou uma caneta e vou saber usá-la até o fim de meus dias.

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