Nas artes cênicas, atuou em grandes espetáculos tais como: “O Círculo de Giz Caucasiano” de Bertold Brecht - “O Homem Imortal” de Luiz Alberto de Abreu – “Rei Lear e Comédia dos erros” de W. Shakespeare, entre outros. Participou de produções teatrais nas peças: “A Família Addms” de Cássia Barros e “O Presidente exige mais bonecos” de Kadu Pinheiro e renomados festivais de teatro como “Isnard Azevedo” em Florianópolis.

Fez grandes cenários para Cia de Dança “Jaime Arouxa” e curtas para cinema, entre eles: “Por dentro de uma gota d’água” de Felipe Bragança e Marina Meliande, onde fez cenografia com Clara Meliande e Gustavo Bragança; - “Crianças” de Pedro Modesto e “Um dia, Um Jardim” de Mônica Brito. Como design, fez um belíssimo troféu para premiação de melhores atores teatrais no ano de 2001.

22 fevereiro 2013

Alimento Bom no Lixo!


Os 870 milhões de pessoas que passam fome no mundo poderiam ser alimentados com toneladas de comida desperdiçadas diariamente


Redação| Arte: Edi Edson

Com o slogan “Pensar. Comer. Preservar. Diga não ao Desperdício”, a campanha global lançada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) chama a atenção, em tom de urgência, para um número alarmante: 1,3 bilhão de toneladas de alimentos próprios para consumo são descartados por ano no mundo. Ao mesmo tempo em que a fome é o maior risco para a saúde e mata mais do que a soma das mortes por doenças como aids, tuberculose e malária.



Contando apenas as regiões industrializadas, a FAO calcula que quase metade da comida descartada poderia ser consumida, o que significa que são jogados no lixo cerca de 300 milhões de toneladas, o suficiente para alimentar os 870 milhões de pessoas do mundo que passam fome atualmente. A situação é vista em todos os continentes, inclusive no Brasil, mas o cenário é dramático em regiões da África e da Ásia.

“Em um mundo com uma população de 7 bilhões de pessoas, que deve chegar a 9 bilhões até 2050, o desperdício de alimento não faz sentido, seja do ponto de vista econômico, ambiental ou ético”, afirma o diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner, que alerta para o problema em todo o processo para o fornecimento de alimentos.


“Além da perda de produção, são desperdiçados também recursos como água, terras cultiváveis, insumos agrícolas e tempo de trabalho. Para termos uma vida verdadeiramente sustentável, precisamos transformar a maneira como produzimos nossos alimentos”, reclama Steiner.


Em relatório da FAO fechado no fim do ano passado, países como Eritreia, Etiópia, Zâmbia e Moçambique têm mais de 35% da população subnutrida. Em vários países da África e da Ásia, boa parte da população não tem acesso à água potável, como 50% da população da Mauritânia e do Afeganistão.


O Brasil é visto como um exemplo por ter reduzido em 40,4% o número de desnutridos, que era de 23 milhões de pessoas há 10 anos. No entanto, 13 milhões de brasileiros ainda passam fome, conforme estudo feito pela FAO entre 2010 e 2012. A desnutrição no Brasil é considerada moderadamente baixa (entre 5 a 14%), mas ainda está atrás de países como Argentina, Chile e Venezuela.


“Se as perdas durante colheita, estocagem e transporte de alimentos forem reduzidas, e se fizermos alterações profundas na maneira como as pessoas compram comida, poderemos ter um mundo mais saudável e sem pessoas com fome”, acredita o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, que obteve sucesso ao trabalhar com o tema e implementar o Programa Fome Zero, em 2001.


A experiência desenvolvida recentemente no Brasil é usada para treinar e auxiliar governos interessados em políticas de redução da fome. Para a questão do desperdício, o Brasil prepara uma ação a partir do segundo semestre deste ano, a cargo do Pnuma, para incentivar a campanha global “Pensar.Comer. Preservar. Diga não ao Desperdício”.





Antes de a ação governamental entrar em vigor, a Folha Universal já reuniu dicas para produtores e consumidores de como diminuir o desperdício de alimento, com atitudes que ajudam não só a população mundial como também para uma alimentação mais saudável. (Confira as dicas espalhadas pela página)


“Cascas, talo, sementes e entrecascas têm de três a 20 vezes mais nutrientes do que habitualmente se consome dos alimentos. As pessoas jogam fora saúde e muitas vezes buscam fórmulas químicas para suplementar essas partes dispensadas. O aproveitamento integral do alimento é possível, saudável, econômico, bom para o meio ambiente e ainda gostoso”, diz a coordenadora de Nutrição da ONG Banco de Alimentos, Camila Kneip. “Não existe lixo na cozinha, pelo menos na parte de alimento. Eu só não sei o que fazer com a coroa do abacaxi, mas ela ainda serve para decorar ou replantar.”





Comércio também deve ser consciente

Além de novas atitudes na produção e no consumo de alimentos, comerciantes, restaurantes e hotéis têm papel importante para auxiliar na redução do desperdício. Mudanças simples, como colocar displays inteligentes, facilitar o acesso a produtos que estejam próximos de ter a validade vencida ou criar ofertas para esses produtos, já são suficientes.


A criação de porções menores para oferecer aos clientes, campanhas de conscientização com funcionários e metas de redução do desperdício são outros exemplos fáceis de serem seguidos.


Quem vende alimento pode ainda doar, antes de o produto estragar ou vencer, por meio de parcerias com instituições de caridade da própria região ou de organizações não governamentais como a Banco de Alimentos. “Quando os comerciantes se tornam doadores e passam a valorizar os alimentos, acabam acertando mais no controle e já diminuem o desperdício”, diz Camila Kneip com base em resultados que costumam aparecer em trabalhos de parceria da ONG com comerciantes e indústrias.

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